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Saturday, February 24, 2007
...
... às vezes acho que as pessoas têm idéias errôneas do que é/ como deve ser o amor próprio. Acredito que por muito tempo eu não o tive. Não mesmo. É diferente de auto-estima, mas andam intimamente juntos - mas não vou entrar em pormenores.

Só quando olhamos de longe realmente nos damos conta de certas coisas.

Lutar pelo o que acreditamos é falta de amor próprio?

Falar a verdade sem rodeios é falta de amor próprio?

Abrir o coração é falta de amor próprio?

Jogar-se no abismo porque sabemos quem nos espera é falta de amor próprio?

Querer que nos dêem atenção e nos permitam uma 2ª chance é falta de amor próprio?

Querer mostrar que tudo pode ser diferente é falta de amor próprio?

Não sei, mas quando falo com algumas pessoas, elas fazem com que tudo isso me pareça falta de amor próprio.

Não, para mim falta de amor próprio é quando perdemos a nossa opinião, quando passamos a seguir o que terceiros nos dizem como sendo certo.

Isso é coisa que, definitivamente, não faço mais.

Se me arrependo do que fiz nos últimos 3 meses? Se me arrependo de tamanha entrega, de tamanha convicção do que era certo? Não, definitivamente eu não me arrependo.

Mas me escapa, de fato, a compreensão dos fatos. Dessa coisa do "apegar-se" ao que não merece e deixar que ele vença ao que nos interessa com a desculpa do "sempre será assim". Nossa, isso sim me magoa profundamente. Essa coisa de Previsão do que é Imprevisível... Esse Saber Absoluto do que nos é totalmente desconhecido...

Se por algum momento, de fato, eu tivesse percebido, tivesse visto no fundo dos olhos, tivesse sentido no toque que não, não me vale a pena... Pode ter certeza que esse post não existiria.

Porém, as últimas semanas, de fatos, jogaram as minhas esperanças por terra. Aquela sensação de que as coisas iam entrar nos eixos, aquela sensação de que certas coisas se acalmariam - na eterna desordem, é bem verdade - foi morrendo, morrendo... e agora descansa aqui a última esperança.

De que me adianta?
Não de muita coisa, acho eu. Porque tentei demais. Porque chamei, gritei, joguei pedrinhas na janela... Mas quem sou eu, não é mesmo? E qualquer passo que dê além daqui, além de onde já fui, começa a ser perda de amor próprio...

Só deixo aqui o que me disseram uma vez (e eu considerei... e reconsiderei e quis continuar):

Acredito que antes de qualquer decisão, há que se lembrar de todo o contexto... De todos os momentos. De todas as conversas. De tudo que se disse e do que se fez.

E faço o adendo:

Há que se lembrar de todos os beijos, abraços, noites, dias e pensamentos.

Enfim...
O destino é o que já se viveu... Não o que está por vir, é bem verdade.


E eu sinto saudades.


 

Posted at 11:25:19 pm by D.Schwarz
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